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Passo n. 10: sobre “pontos G”

A partir da revolução sexual, cada vez mais o prazer sexual e a sexualidade se tornaram temas de interesse da pesquisa científica e de discussão na sociedade. Como resultado, técnicas que remontam à Antiguidade passaram a fazer parte da cultura ocidental, com destaque para uma zona erógena “milagrosa”, o ponto G.

No caso feminino, desde que foi descoberto na década de 1950, o ponto G se tornou uma espécie de tábua de salvação e de ideal da sexualidade feminina. Na realidade, porém, ainda permanece desconhecido para muitas mulheres e casais.

Encontrá-lo é relativamente simples: com dois dedos no gesto de “venha cá” e voltados para a barriga de sua parceira, busque uma área esponjosa a mais ou menos dois centímetros e meio da entrada da vagina. Hoje a ciência sabe que o ponto G não é um ponto, mas uma região. Estimule com mais força que o normal, pois sua sensibilidade é menor. Uma reação comum é a de incômodo e de vontade de fazer xixi, o que indica a produção da secreção que torna a ejaculação feminina uma realidade. Junto com o estímulo do clitóris, o ponto G poderá levá-la a orgasmos múltiplos.

Já no homem, seu “ponto G” é a próstata, alcançada através da penetração anal, também a mais ou menos dois centímetros da entrada e no junto à barriga. Por ser um tabu masculino e por ser erroneamente associado à homossexualidade, este tipo de toque no ânus exige confiança e desprendimento por parte de seu parceiro. Além de alguns preparativos de higiene íntima, lubrificação e cuidado para não machucá-lo com suas unhas. E por se tratar de uma região sensível, tenha cuidado e não utilize muita força, quando tocá-la juntamente com a masturbação.

Para ambos os sexos, o períneo, a região entre o ânus e o início da vagina ou do escroto (popularmente conhecida como “terra de ninguém”) é uma zona de concentração de nervos e na filosofia tântrica, de energia sexual. Pressionar firmemente e realizar movimentos circulares nesta área durante a masturbação levará a orgasmos mais prolongados e intensos.

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